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Descerramento da fotografia do ex-diretor do Instituto Butantan, Prof. Dr. Jorge Kalil

Impetus Sistemas • 11 Fev 2026

Descerramento da fotografia do ex-diretor do Instituto Butantan, Prof. Dr. Jorge Kalil

Nesta quarta-feira, dia 11, o Instituto Butantan realiza o descerramento do retrato do ex-presidente Prof. Dr. Jorge Kalil, que passará a integrar o hall dos ex-diretores da instituição. A homenagem ocorre nove anos após o término de sua gestão à frente do Instituto.Durante os seis anos em que presidiu o Butantan, o Prof. Kalil conduziu um período marcado por importantes avanços e melhorias estruturais e científicas. Entre os principais marcos de sua gestão, destaca-se a implantação da fábrica de vacinas contra a Influenza, que quadruplicou o volume de produção anteriormente previsto. Também foi conduzido o desenvolvimento completo da vacina contra a dengue, recentemente aprovada pela ANVISA, incluindo a realização das fases 1 e 2 dos ensaios clínicos e a criação de 16 centros para a fase 3. A vacina foi lançada no Hospital das Clínicas em fevereiro de 2016, tendo seus resultados divulgados apenas recentemente.Ainda sob sua presidência, houve a reformulação integral da produção de soros e o avanço de tratativas para o desenvolvimento de vacinas contra hepatite A, HPV e coqueluche acelular (pertussis acelular).O Prof. Kalil também foi responsável por uma profunda reorganização da gestão do Instituto, com a modernização do museu e do projeto de urbanização, além da ampliação e atualização do parque industrial. As melhorias incluíram a construção de sistemas de ar-condicionado, envase, água purificada, almoxarifados de entrada e saída, modernização dos processos de qualidade, novos vestiários e a implantação de uma nova linha de produção, medidas que permitiram ao Instituto Butantan manter um crescimento sustentável nos anos seguintes.Ao deixar a presidência, o Prof. Jorge Kalil entregou o Instituto com cerca de meio bilhão de dólares em caixa. Atualmente, é Diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (InCor) e do Serviço de Imunologia do Hospital das Clínicas, ambos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). À época de sua gestão, encontrava-se cedido ao Instituto Butantan.

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A história e o futuro das doenças autoinflamatórias

Impetus Sistemas • 03 Fev 2026

A história e o futuro das doenças autoinflamatórias

Este artigo revisa a história, a biologia e o futuro das doenças autoinflamatórias. O conceito “autoinflamação” surgiu no final dos anos 1990 com a identificação de genes como MEFV (Febre Familiar do Mediterrâneo) e TNFRSF1A (TRAPS), distinguindo autoinflamação de autoimunidade. Mecanismos centrais incluem desregulação da imunidade inata, tal como a ativação de inflamassomas (p.ex. pirina/NLRP3) e produção aumentada de citocinas como IL‑1 ; e a desregulação no reconhecimento de ácidos nucléicos com aberrante expressão de  IFN‑tipo 1 e tipo 3. Mendonça e Kalil também discutem implicações evolutivas da espécie humana com a seleção positiva de indivíduos carregadores de variantes MEFV durante a pandemia da peste negra (pág. 7–8, Figura 2) e o papel de autoanticorpos contra o Interferon tipo 1 na COVID‑19 grave (pág. 9). As doenças autoinflamatórias são classificadas como Erros Inatos da Imunidade (IUIS): até 2024 há 69 entidades monogênicas e mais de 100 síndromes com fenômenos autoinflamatórios (pág. 9–10). O artigo sintetiza terapias aprovadas e em desenvolvimento para estas doenças e para outras condições mais comuns como exemplo os inibidores de IL‑1 (anakinra, canaquinumabe, rilonacept); o anti‑IL‑36 (spesolimab); os inibidores JAK/antagonistas de IFN‑1;  os bloqueadores de IL‑18, além de avanços em novas terapias, como as terapias gênicas em desenvolvimento (pág. 10–12; Tabelas 1–3 nas págs. 11–14).  Mendonça e Kalil, concluem que integração de genética, multiômica e novas terapias permitirá diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados, justificando continuidade intensa de trabalho neste campo de pesquisa.

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Quo vadis xenotransplante?

Impetus Sistemas • 30 Jan 2026

Quo vadis xenotransplante?

Uma recente publicação por um grande time colaborativo de pesquisadores brasileiros e americanos, capitaneado por Leonardo Riella, traz respostas interessantes para as questões que envolvem o xenotransplante (https://www.nature.com/articles/s41591-025-04053-3). Neste estudo, um paciente com doença renal crônica terminal recebeu um rim de porco. Não um porco qualquer, mas um com três genes para glicosilação nocauteados (3KO), retrovírus porcinos inativados, além de portarem 7 genes humanos, todos ligados ao controle de respostas anticoagulação e anti-inflamatórias em nível celular. O paciente viveu 51 dias e morreu por outra causa. As amostras foram coletadas antes, durante um episódio de rejeição aguda mediada por linfócitos T e depois da estabilização do paciente e do órgão transplantado. A extensa e sofisticada análise do transcritoma e proteoma sanguíneos, o sequenciamento do RNA (single cell) das células imunes periféricas, a comparação de biópsias do xenotransplante com as de transplante de rim humano e do rim porcino contralateral, e análises do DNA livre circulante (porcino e humano), entre outras técnicas utilizadas, apresentam um detalhamento primoroso da evolução do xenotransplante em um paciente humano. Resumidamente, os resultados mostram a ausência de anticorpos e a supressão da resposta adaptativa contra o órgão (condição criada pelo regime de imunossupressão), mas a manutenção da resposta inata inflamatória mediada por macrófagos que aponta para um importante caminho a ser seguido na busca de tornar o xenotransplante viável clinicamente. Um estudo usando o grande arsenal de técnicas da Biologia de Sistemas que vale muito a pena ser lido. 

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Rumo a 2026

Impetus Sistemas • 19 Dez 2025

Rumo a 2026

Em 2025, as águas de março trouxeram a notícia da renovação do nosso iii, conquistada com projetos inovadores e a entrada de um maravilhoso grupo de pesquisadores que veio se juntar a nós. O ano de 2025 termina com mais de 160 publicações científicas, em sua maioria em revistas internacionais de impacto na Imunologia e a perspectiva do aniversário de 25 anos de vida do iii neste próximo ano. Faremos uma pausa nesse fim de ano, mas esperamos encontrar todos no ano que vem, aos quais enviamos os nossos votos de feliz Natal e um próspero 2026.

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Premiados na virada do ano

Impetus Sistemas • 18 Dez 2025

Premiados na virada do ano

Acabando o ano... Mas, na lista dos 10 cientistas escolhidos pelo grupo Nature por fazerem a diferença em 2025 (https://www.nature.com/immersive/d41586-025-03848-1/index.html) escolhi 3 para elogiar aqui, pois todos têm conexão importante com a ciência feita no iii.Uma pesquisadora do Instituto Weizmann, em Rehovot, Israel, resolveu olhar mais de perto o que é produzido na processadora de lixo da célula, o proteassoma. Ah, só tem peptídeos nesse lixo, era o pensamento predominante da comunidade científica! A descoberta de Yifat Merbl é realmente notável, pois ela identificou uma produção importante de peptídeos gerados no interior da maquinaria do proteassoma com atividade antimicrobiana. Identificou 1000 peptídeos assim, mas há o potencial para muitos milhares mais. E mais, quando uma célula é infectada, a modificação para o imunoproteassoma, torna essa produção ainda mais eficiente, sendo assim uma das respostas mais precoces de defesa pelo organismo. Precious Matsoso, da Wits Health Consortium da Universidade de Witwatersrand, em Pretoria, África do Sul, ganhou a distinção pela sua árdua, contínua e determinada condução das negociações do tratado das pandemias da OMS. Uma lição de diplomacia num mundo fraturado. E, finalmente, Luciano Moreira, engenheiro agrônomo da Fiocruz, radicado em Curitiba, ganhou notoriedade com a sua fábrica de Aedes aegyptii infectados com a bactéria Wolbachia. Com uma produção semanal de 80 milhões de ovos, os resultados já obtidos são impressionantes. Em Niterói a incidência de dengue caiu 89% e as prefeituras estão fazendo fila para ganhar o seu quinhão desses mosquitinhos, os wolbitos. Estes, infectados, passam a ser resistentes ao vírus da dengue, Chikungunya e outros arbovírus, ao mesmo tempo pondo ovos infectados e aos poucos eliminando a eficiência da transmissão da doença.

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Luiz Vicente Rizzo, membro do iii, relata como foi a sua participação no evento organizado pelo Google: IA para a Ciência Brasileira

Impetus Sistemas • 11 Dez 2025

Luiz Vicente Rizzo, membro do iii, relata como foi a sua participação no evento organizado pelo Google: IA para a Ciência Brasileira

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