Inovação e Imunidade em Rede: Conectando Ciência, Saúde e Futuro no Brasil
Nossa missão é manter a imunologia brasileira em padrões internacionais
O Instituto
Na virada do milênio, o Banco Mundial e o CNPq decidiram criar os Institutos do Milênio com o objetivo de impulsionar a pesquisa de alta qualidade que tivesse repercussão para a sociedade. Das 350 propostas iniciais submetidas por diversos grupos de pesquisadores, na ocasião, 15 foram os escolhidos, nas diversas áreas do conhecimento. Assim foi criado o iii - Instituto de Investigação em Imunologia, virtual com alta sinergia técnica e científica, presente em 7 estados da Federação, com a missão de “elevar a imunologia médica a nível internacional através da pesquisa fundamental e aplicada. Em 2008, os Institutos do Milênio se transformaram nos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, os INCTs.
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Os cientistas
Os pesquisadores do iii-INCT são responsáveis por uma parcela considerável das publicações científicas em imunologia no Brasil, disseminando tecnologia de ponta e colaborando com a formação de doutores, mestres e alunos de iniciação científica.
Novos pesquisadores
Temos o prazer de apresentar os novos talentos que passam a integrar o Instituto de Investigação em Imunologia.
As pesquisas
Os projetos desenvolvidos atualmente pelos pesquisadores do iii-INCT estão divididos em seis áreas temáticas. Cada uma reúne especialistas que trabalham de forma integrada, dinâmica e eficiente, compartilhando conhecimentos e ações.
Inscrições abertas para curso teórico-prático - 12 de Março
Curso teórico-prático de captação para o diagnóstico de dermatite de contato, no Centro de Convenções Ibirapuera HSPE, em São Paulo (SP)
Palestras Einstein 2026 - 29 de Janeiro
Decoding skin and oral mucosa: Insights into regeneration, immunity, and cancer through spatial and single-cell omics. Evento híbrido: Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein - Sala 402, 4º andar O link do evento online estará disponível a partir do dia 28
3º Simpósio Nacional ASBAI de Imunobiológicos e Pequenas Moléculas em Doenças Imunoalérgicas e Simpósio de Dermatoses Alérgicas
Ambos serão realizados no Centro de Convenções Ibirapuera – HSPE, em São Paulo (SP), no complexo do HSPE/IAMSPE.
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Descerramento da fotografia do ex-diretor do Instituto Butantan, Prof. Dr. Jorge Kalil
Nesta quarta-feira, dia 11, o Instituto Butantan realiza o descerramento do retrato do ex-presidente Prof. Dr. Jorge Kalil, que passará a integrar o hall dos ex-diretores da instituição. A homenagem ocorre nove anos após o término de sua gestão à frente do Instituto.Durante os seis anos em que presidiu o Butantan, o Prof. Kalil conduziu um período marcado por importantes avanços e melhorias estruturais e científicas. Entre os principais marcos de sua gestão, destaca-se a implantação da fábrica de vacinas contra a Influenza, que quadruplicou o volume de produção anteriormente previsto. Também foi conduzido o desenvolvimento completo da vacina contra a dengue, recentemente aprovada pela ANVISA, incluindo a realização das fases 1 e 2 dos ensaios clínicos e a criação de 16 centros para a fase 3. A vacina foi lançada no Hospital das Clínicas em fevereiro de 2016, tendo seus resultados divulgados apenas recentemente.Ainda sob sua presidência, houve a reformulação integral da produção de soros e o avanço de tratativas para o desenvolvimento de vacinas contra hepatite A, HPV e coqueluche acelular (pertussis acelular).O Prof. Kalil também foi responsável por uma profunda reorganização da gestão do Instituto, com a modernização do museu e do projeto de urbanização, além da ampliação e atualização do parque industrial. As melhorias incluíram a construção de sistemas de ar-condicionado, envase, água purificada, almoxarifados de entrada e saída, modernização dos processos de qualidade, novos vestiários e a implantação de uma nova linha de produção, medidas que permitiram ao Instituto Butantan manter um crescimento sustentável nos anos seguintes.Ao deixar a presidência, o Prof. Jorge Kalil entregou o Instituto com cerca de meio bilhão de dólares em caixa. Atualmente, é Diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (InCor) e do Serviço de Imunologia do Hospital das Clínicas, ambos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). À época de sua gestão, encontrava-se cedido ao Instituto Butantan.
A história e o futuro das doenças autoinflamatórias
Este artigo revisa a história, a biologia e o futuro das doenças autoinflamatórias. O conceito “autoinflamação” surgiu no final dos anos 1990 com a identificação de genes como MEFV (Febre Familiar do Mediterrâneo) e TNFRSF1A (TRAPS), distinguindo autoinflamação de autoimunidade. Mecanismos centrais incluem desregulação da imunidade inata, tal como a ativação de inflamassomas (p.ex. pirina/NLRP3) e produção aumentada de citocinas como IL‑1 ; e a desregulação no reconhecimento de ácidos nucléicos com aberrante expressão de IFN‑tipo 1 e tipo 3. Mendonça e Kalil também discutem implicações evolutivas da espécie humana com a seleção positiva de indivíduos carregadores de variantes MEFV durante a pandemia da peste negra (pág. 7–8, Figura 2) e o papel de autoanticorpos contra o Interferon tipo 1 na COVID‑19 grave (pág. 9). As doenças autoinflamatórias são classificadas como Erros Inatos da Imunidade (IUIS): até 2024 há 69 entidades monogênicas e mais de 100 síndromes com fenômenos autoinflamatórios (pág. 9–10). O artigo sintetiza terapias aprovadas e em desenvolvimento para estas doenças e para outras condições mais comuns como exemplo os inibidores de IL‑1 (anakinra, canaquinumabe, rilonacept); o anti‑IL‑36 (spesolimab); os inibidores JAK/antagonistas de IFN‑1; os bloqueadores de IL‑18, além de avanços em novas terapias, como as terapias gênicas em desenvolvimento (pág. 10–12; Tabelas 1–3 nas págs. 11–14). Mendonça e Kalil, concluem que integração de genética, multiômica e novas terapias permitirá diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados, justificando continuidade intensa de trabalho neste campo de pesquisa.